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Cinema » ARTE

Das telas para as telonas: 10 cenas de filmes que imitam obras de arte consagradas

Do surrealismo a movimentos contemporâneos, conheça os quadros por trás das cenas mais famosas dos filmes

Saulo Tafarelo Publicado em 08/01/2020, às 17h00

Quadro de Frida Kahlo e cena da cinebiografia da pintora
Quadro de Frida Kahlo e cena da cinebiografia da pintora - Reprodução/SFMOMA/Miramax

O cinema é responsável por encher os olhos do espectador e contar uma história completa em pouco tempo, condensando muitos diálogos e conceitos dentro de uma narrativa. A chamada sétima arte se inspira pelo cotidiano, pela fantasia, pelo digital, dentre outras coisas, e acaba criando cenas icônicas que ficam na memória das pessoas do mundo inteiro.

Porém, os filmes também são inspirados pelas artes plásticas, que dão uma releitura ao mundo em seus mais diversos movimentos e épocas. De Frida Khalo a Edward Hopper, longa-metragens como Psicose e Django Livre têm fortes lembranças com artistas e suas obras de arte. 

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Algumas cenas são recriações cruas de pinturas enquanto outras são largamente inspiradas nos elementos que os quadros contém. Longas como O Demônio de Neon e Encontros e Desencontros são exemplos que contém cenas inspiradas em obras que vão desde o realismo até as brincadeiras com espaço e luz que uma obra faz. 

Assim, confira abaixo 10 obras de arte e suas respectivas recriações em cenas de filmes: 

House by the Railroad (1925) e Psicose  (1960)

(Reprodução/MoMa/Paramount Pictures)

 

Com certeza você já deve ter esbarrado em uma imagem ou em um vídeo do famoso grito no chuveiro com uma trilha de fundo de suspense iminente. Dirigido por Alfred Hitchcock, a famosa casa sombria utilizada no filme como um hotel a beira da estrada foi largamente inspirada no quadro House by the Railroad, pintado pelo artista estadunidense Edward Hopper em 1925.

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O artista ficou conhecido como o pintor da solidão, ao retratar misteriosas pinturas de algumas representações bem realistas da solidão contemporânea. A casa sombria e solitária da história complementa o caráter assustador conturbado do longa. 

Jutta (1973) e Encontros e Desencontros (2003)

(Reprodução/Focus Feautures)

 

O filme de Sofia Coppola, filha do famoso diretor Francis Ford Coppola, é centrado na amizade e no fuso horário. Bob Harris (Bill Murray) é um astro de cinema que está em Tóquio para um comercial, enquanto Charlotte (Scarlett Johansson) está na cidade ao lado do marido, um fotógrafo que a deixa sozinha na maior parte do tempo.

Os dois sofrem com o fuso horário do Japão, na qual não dormem, e se encontram no bar do hotel. A cena acima ficou famosa ao ser inspirada pela obra de arte muito realista chamada de Jutta, de 1973, nascida das mãos do artista fotorrealista John Kacere, cujas obras retratam a parte mediana do corpo feminino. 

O menino de azul (1770) e Django Livre (2012)

(Reprodução/Biblioteca Huntington/Columbia Pictures)

 

Dirigido por Quentin Tarantino  e estrelado por Jamie Foxx, o longa fala sobre um escravo liberto cujo passado com os antigos proprietários o leva ao encontro de Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas que está em busca de dois irmãos assassinos. A famosa tela do século XVIII, do pintor Thomas Gainsborough, serve de inspiração para algumas cenas e vestimentas do filme. O Menino de Azul  é uma tela do período Rococó que retrata um jovem da aristocracia que, simbolicamente, saiu da infância para entrar no período adulto.

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Frida e Diego Rivera  (1931) e Frida (2002)

(Reprodução/SFMOMA/Miramax) 

 

Salma Hayek e Alfred Molina interpretam respectivamente Frida Kahlo e Diego Rivera no filme ganhador do Oscar de Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora em 2003. Como o filme é sobre a famosa pintora mexicana, ele está repleto de elementos artísticos e que remetem às suas obras.

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Uma das famosas mais cenas, que tem inspiração em um quadro específico de Frida, é a que antecede o casamento dos dois artistas, na qual aparecem lado a lado. A cena foi inspirada pelo quadro de arte naif de 1931 Frida e Diego Rivera, pintado pela própria Frida Kahlo. Pelas imagens, percebe-se que a retratação do quadro no filme tentou ser o mais fiel possível. 

Study For Lady Macbeth (1851) e Carrie - A Estranha  (1976)

(Reprodução/United Artists)

 

O filme de terror baseado no obra de Stephen King  dirigido por Brian de Palma é original de 1976 e uma das cenas mais marcantes do filme, conhecida como The Black Prom, é coincidentemente muito parecida com o quadro tenebroso de Study For Lady Macbeth, do francês Gustave Moreau, o qual é um dos impulsionadores da arte simbolista do século XIX.

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O quadro não possui contornos nítidos, com pinceladas que lembram o fogo e ardência. Um vulto está com as mãos viradas, assim como Carrie tenta reproduzir a obra colocada em seu contexto de sobrenaturalidade e de terror. 

Dune II (1975) e Prometheus(2012)

(Reprodução/Fox)

 

O longa de Ridley Scott de 2012 é um prelúdio da famosa franquia de Alien, do mesmo diretor. Ele conta a história de cientistas que partem numa viagem espacial, bem longe da Terra, para desvendarem verdades sobre as origens da raça humana. Porém, eles encontram criaturas assustadoras e a missão acaba ganhando outros contornos.

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A obra Dune II, de 1975 do artista plástico suíço H.R Giger, foi uma das inspirações que pode ser notada ao longo do filme. Outras obras do mesmo artista, que correspondem a uma arte surrealista, também parecem ter ganhado vida através das cenas em Prometheus, principalmente quando se trata das assustadoras criaturas e dos cenários inóspitos em outro planeta. 

The Wicker Image(1676) e O Homem de Palha (1973)

(Reprodução/Britannia Antiqua Ilustratta/British Lion Films)

 

O filme de terror da década de 1970 dirigido por Robin Hardy é centrado após o desaparecimento misterioso de um jovem em uma ilha da Escócia. Para investigar o caso, o policial Howie (Edward Woodward) viaja até a ilha mas logo percebe que os moradores locais não estão dispostos a colaborar. A tensão aumenta e o terror surge quando ele conhece Lord Summerisle (Christopher Lee), que é líder de uma seita religiosa pagã que se utiliza de um grande boneco de palha para seus cultos.

A figura remete a um desenho do século XVII de Aylett Sammes, publicada Britannia Antiqua Illustrata, na qual o autor da representação trabalhava com teorias celticas e com visões holísticas. 

Gard Blue (1968) e O Demônio de Neon (2016) 

Reprodução/Amazon Studios)

 

Protagonizado por Elle Fanning, o filme do diretor Nicolas Winding Refn fala sobre o mundo da moda e da vida das modelos de uma maneira horripilante. Atrás dos holofotes e das passarelas existe uma competição descarada pela busca de status e de incorporação pelo material que ultrapassa até os limites da própria vida. A novata Jesse (Elle Fanning) chega a Los Angeles para tentar a vida como modelo e acaba estremecendo o mundo da moda local, ao passo que ela começa ser a preferida dos fotógrafos e obtém certo sucesso, gerando uma competição assustadora entre as modelos.

O filme é todo ambientado com luzes neon e formas geométricas, como a obra do artista plástico James Turrell chamada de Gard Blue, em que ele brinca com a questão do espaço, da cor e da luz. 

Napoleon Bonaparte Musing at St. Helena  (1841) e Os Duelistas (1977)

(Reprodução/Paramount Pictures)

 

O filme britânico de guerra é (também) de Ridley Scott, o qual marcou sua estreia na direção de longas. O longa se passa durante as guerras napoleônicas, na qual um oficial insulta um companheiro do exército francês e os dois se tornam inimgos para o resto da vida. Eles retomam suas disputas em diversas ocasiões em nome da honra e, após a derrota de Napoleão, ambos se encontram para o último duelo.

Uma cena do filme tenta ser uma retratação fiel do quadro Napoleon Bonaparte Musing at St. Helena, do pintor britânico Benjamin Robert Haydon, especialista em quadros históricos. A ilha de Santa Helena é território da Inglaterra que ficou marcado por ser o exílio de Napoleão Bonaparte durante seis anos, na qual viveu seus últimos momentos de vida; 

Napoleão Cruzando os Alpes  (1805) e Maria Antonieta  (2006)

(Reprodução/Columbia Pictures) 

 

Outro filme de Sofia Coppola e outra obra sobre Napoleão Bonaparte finalizam esta lista. Em 2006, Coppola lançou o aclamado filme que contava a história da então jovem austríaca que se casa com Dauphin da França e se torna a rainha do país após a morte do Rei Louis XV em 1774.

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Uma das cenas do filme adapta o quadro Napoleão cruzando os Alpes, do artista francês Jacques-Louis David. O título do quadro serviu de título para cinco versões do mesmo quadro, pintados entre 1801 e 1805, que retrata um dos auges de Napoleão Bonaparte em uma imagem que revela poder com o cavalo pulando com Napoleão em cima. 

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