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Cinema » Estreia

Filme 'Turma da Mônica: Laços' pode ser resumido em uma palavra: fofo

Já vimos o primeiro filme em live-action com personagens de Mauricio de Sousa

Pedro Rocha Publicado em 26/06/2019, às 12h00 - Atualizado às 21h28

Cena do filme 'Turma da Mônica: Laços'
Cena do filme 'Turma da Mônica: Laços' - Divulgação/Mauricio de Sousa Produções

Vai ser difícil para quem for ao cinema ver Turma da Mônica: Laços, que estreia nesta quinta-feira (27), resistir ao encanto do filme, o primeiro em live-action, com atores, com personagens do quadrinista Mauricio de Sousa

Se a ideia, por si só, já era fantástica, a de pela primeira vez vermos Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali "em carne e osso", a execução do diretor Daniel Rezende, indicado ao Oscar pela edição de Cidade de Deus em 2004, deu ao filme um charme especial. 

Daniel brinca que, no filme, ele trabalhou com quatro coisas que nenhum cineasta quer em seu filme: crianças, cachorros, filmagens noturnas e floresta. São as quatro coisas, porém, que fazem de Turma da Mônica: Laços mais um ótimo trabalho do diretor, responsável também por Bingo: O Rei das Manhãs (2017). 

Com os quatro elementos, o diretor dá o seu cheque-mate para derrotar qualquer espectador durão ou qualquer fã descrente. A gente explica. 

Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira, as quatro crianças protagonistas, são, de fato, no filme, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Muito além das suas principais características, como os dentes grandes da Mônica ou a "tloca" de letras do Cebolinha, o quarteto incorporou o espírito dos personagens. 

Além disso, num belo trabalho dos preparadores de elenco do filme, as quatro crianças, que tinham pouca ou zero experiência como atores, entregaram emoções reais, fossem cômicas ou tristes. Aliás, momentos para rir e chorar no filme não faltam. Leve um lencinho. Se você for fã desde criança da Turma da Mônica, leve dois. A nostalgia toma conta. 

A trama gira em torno do sumiço do cachorro do Cebolinha, Floquinho, que, assim como nos quadrinhos, é verde – o cão utilizado no filme foi colorido digitalmente na pós-produção. Ele foi sequestrado por um homem que mantém vários outros cachorros em cárcere. Os cães, além de fofos, têm uma importância fundamental para o desenrolar da história.

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Mas o momento mais esperado do filme é a aparição de Rodrigo Santoro como Louco. Mais um grande acerto de Daniel Rezende, que convidou o ator mesmo sem ter o personagem na história que inspirou o longa, a graphic novel Laços, de Vitor e Lu Cafaggi. 

Ainda bem que o personagem foi incluído na história. Santoro dá um show de atuação. Num clima noturno, ele divaga e reflete sobre a amizade, com um lucidez maior de que muita gente sã. 

Por fim, temos a floresta. É lá que o quarteto precisa passar por provações para mostrar que colocam a amizade em primeiro lugar. Cada um precisa, em certo ponto, abrir mão daquilo que mais gosta para salvar os amigos de uma grande encrenca. 

É um filme simples, mas eficaz. Passa uma mensagem positiva, mas sem precisar de grandes atifícios tecnológicos, por exemplo. É puro, é fofo. 

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Não é lá uma grande história, com uma trama complexa. Mas não precisava ser. O único ponto negativo que pode se observar talvez seja o fato de Cebolinha, e não Mônica, ser o grande protagonista entre os quatro. Mas a gente perdoa ao ver os quatro se unindo para derrotar o inimigo. 

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