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Cinema » LGBTQIA+

Linn da Quebrada, Rogéria e outros ícones LGBTQIA+ brasileiros que tiveram suas histórias contadas em documentários

Lista ainda inclui a cartunista Laerte Coutinho e a ativista Luana Muniz, entre outros

Henrique Nascimento Publicado em 16/11/2019, às 16h47 - Atualizado em 14/06/2020, às 10h54

Linn da Quebrada, Rogéria e Laerte Coutinho: ícones LGBTQIA+ brasileiros que tiveram suas histórias contadas em documentários
Linn da Quebrada, Rogéria e Laerte Coutinho: ícones LGBTQIA+ brasileiros que tiveram suas histórias contadas em documentários - YouTube

“Muito prazer, sou a nova Eva. Filha das travas, obra das trevas”, declara Linn da Quebrada em Bixa Travesty, documentário sobre a artista trans e negra lançado em 2019. Dirigido por Claudia Priscilla e Kiko Goifman, explora a arte e o ativismo de Linn em uma sociedade machista e heteronormativa, os preconceitos sofridos por ser uma travesti negra e de periferia e os papéis que são negados a mulheres trans em diversos aspectos da sociedade, como o trabalho, a educação e as relações interpessoais.

Inspirados por Linn da Quebada e para comemorar o Mês do Orgulho LGBTQIA+ separamos sete documentários para conhecer a história de outros ícones brasileiros da comunidade. Confira:

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Rogéria em Rogéria - Senhor Astolfo Barroso Pinto

Rogéria em cena do documentário Rogéria - Senhor Astolfo Barroso Pinto (YouTube)

 

Dirigido por Pedro Gui, o longa conta a história da artista Rogéria, que não nasceu, mas estreou nos bailes de Carnaval do Rio de Janeiro, na década de 1960, e sua contraparte, Astolfo, nascido em Niterói e batizado em homenagem ao avô materno.

Apesar de ser conhecida como a travesti da família brasileira, Rogéria já gerou polêmica entre as gerações mais novas por declarações em relação à sua sexualidade e a forma que convivia tão bem com seu lado masculino, mas a verdade é que a atriz e cantora é um ícone para todas as gerações e um dos nomes mais representativos dentro da comunidade LGBTQIA+, principalmente por assumir-se como era em uma época de forte repressão como a ditadura civil-militar brasileira.

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Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujika de Holliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios em Divinas Divas

Divinas Divas, dirigido pela atriz Leandra Leal, conta a história de travestis artistas durante a ditadura civil-militar (YouTube)

 

Não só Rogéria fez sucesso e enfrentou a repressão da ditadura para fazer arte como uma travesti. Em 1970, a artista se juntou a Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujica de Holliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios para formarem um grupo de artista travestis que encantaram a muitos em cinemas e teatros do Rio de Janeiro, a exemplo do Teatro Rival, que serve de palco para a história.

No documentário, as artistas voltam ao teatro e, sob a direção da atriz Leandra Leal, relembram momentos de suas carreiras, repletas de sucesso, glamour, arte e música, além de montarem um último show. O filme também é uma homenagem às memórias de Marquesa, Brigitte de Búzios e Rogéria, que faleceram após a conclusão do documentário.

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Cláudia Wonder em Meu Amigo Cláudia

Cláudia Wonder também foi artista durante o regime militar (YouTube)

 

Mais uma artista nascida em meio ao regime militar, Cláudia Wonder foi uma das principais performes trans da noite paulistana a partir da década de 1980. Foi cantora, vocalista de banda e trabalhou com personalidades como Zé Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina, que declara no documentário Meu Amigo Cláudia: “Cláudia Wonder não foi, Cláudia Wonder é a história dessa cidade”.

Mais tarde na vida, viajou para a Europa para mostrar o seu talento e se estabeleceu por onze anos no exterior não só como artista, mas também como empresária no ramo de estética. Em seu retorno ao Brasil, atuou fervorosamente em defesa das causas envolvendo a comunidade LGBTQIA+, fazendo com que fosse destaque na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e consagrada madrinha do Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, antes de morrer em 2010.

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Laerte Coutinho em Laerte-se

A cartunista Laerte Coutinho teve sua história contada em Laerte-se, disponível na Netflix (YouTube)

 

Após viver quase 60 anos como homem e passar por uma fase como crossdresser (onde ainda se declarava homem, mas trajava roupas e adereços considerados femininos), a cartunista Laerte Coutinho finalmente assumiu sua identidade como uma mulher trans em meados de 2010. Em Laerte-se, a artista conta como a arte a ajudou no processo de descobrimento de quem realmente era e também como o seu processo criativo se modificou a partir da transição.

O documentário ainda mostra um lado pessoal de Laerte, o descobrimento como uma mulher, seus desejos, o contato com a família, as relações com os filhos e netos e os relacionamentos amorosos.

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Jacqueline Rocha Côrtes em Meu Nome é Jacque

Mulher trans e ativista pelos direitos de portadores do vírus HIV, Jacqueline é apresentada em Meu Nome é Jacque (YouTube)

 

O longa conta a história desta mulher trans, nascida na década de 1960, que teve que superar os preconceitos e as dificuldades de assumir a sua verdadeira identidade e, após isso, ainda teve que lidar com um diagnóstico de HIV.

Em Meu Nome é Jacque, conhecemos a história de Jacqueline, uma ativista pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ e, principalmente, pelos direitos de pessoas portadoras do HIV e da AIDS, e temos o privilégio de conhecê-la não só profissionalmente, mas também pessoalmente, quando Jacque se abre sobre sua transição de gênero, sua família, amores e maternidade.

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Luana Muniz em Luana Muniz: Filha da Lua

Luana Muniz ficou conhecida pelo bordão "travesti não é bagunça", mas foi muito mais do que só isso (YouTube)

 

Popularmente conhecida pelo bordão “travesti não é bagunça”, após aparecer em uma reportagem de televisão, a travesti Luana Muniz foi uma prostituta, artista de cabaré e ativista de direitos humanos pela comunidade LGBTQIA+. Ela morreu em 2017.

O documentário explora a intimidade de Luana, conhecida também como a Rainha da Lapa, não só por ser o ponto onde trabalhava, mas também pelos projetos sociais que desenvolvia na região, localizada no centro do Rio de Janeiro.

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Adão Costa, Aguinaldo Silva, Antônio Chrysóstomo, Clóvis Marques, Gasparino Damata, João Antônio Mascarenhas, Darcy Penteado, Jean-Claude Bernadet, Peter Fry, Francisco Bittencourt e João Silvério Trevisan em Lampião da Esquina

Peter Fry, João Silvério Trevisan e Aguinaldo Silva formaram o primeiro conselho editorial do jornal Lampião da Esquina (YouTube)

 

Divididos entre jornalistas, escritores, poetas, antropólogos, críticos e artistas plásticos, o Conselho Editorial do jornal Lampião da Esquina levou-o às bancas em meio ao período repressivo da ditadura civil-militar. Com um conteúdo dedicado ao público gay, ou “guei”, como a palavra era grafada nas páginas do periódico, o Lampião sofreu perseguição durante todo o tempo em que existiu, no fim da década de 1970, mas resistiu bravamente por cerca de três anos.

O documentário homônimo, dirigido por Lívia Perez, conta a história desse importante registro da história da comunidade LGBTQIA+. No filme, há relatos da vez em que Luís Inácio Lula da Silva, na época ainda um sindicalista, foi parar nas páginas do jornal e os rumores de que Fernando Henrique Cardoso, que viria ser presidente alguns anos depois, era um leitor assíduo do Lampião.

 


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