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Roman Polanski responde recente acusação de estupro e diz que Harvey Weinstein tentou sabotar O Pianista no Oscar

O diretor afirmou que a alegação da francesa Valentine Monnier é falsa e criticou a "perseguição" da mídia

Redação Publicado em 11/12/2019, às 20h06

Roman Polansky em entrevista  Canal Plus Polska
Roman Polansky em entrevista Canal Plus Polska - Youtube

Roman Polanski se pronunciou sobre a recente acusação de estupro contra ele pela fotógrafa francesa Valentine Monnier.

Em entrevista à Paris Match, o cineasta negou a veracidade do caso. “Obviamente, não me lembro do que ela está falando porque é falsa...Eu absolutamente nego", afirmou.

Monnier acusou o vencedor do Oscar no mês passado de estuprá-la em seu chalé suíço em 1975. Desde então, o último filme de Polanski, An Officer and a Spy, foi lançado na França e já garantiu US$ 10 milhões em bilheteria - mas também há protestos e pedidos de boicote.

Polanski, que mora na França desde que fugiu dos EUA em 1978, antes de ser condenado por se declarar culpado de fazer sexo com Samantha Geimer, de 13 anos, também foi questionado sobre o produtor Harvey Weinstein e as origens do movimento #MeToo.

Ele disse que não tinha ligações com Weinstein e ficou muito surpreso com a avalanche de acusações contra o produtor há dois anos.

No entanto, ele sugeriu que foi Weinstein o responsável por relembrar seu caso envolvendo a garota de 13 anos. “Eu sei que em 2003, Weinstein entrou em pânico quando O Pianista venceu dois BAFTAs, incluindo Melhor Filme", disse.

"Weinstein, que tinha dois filmes indicados ao Oscar, lançou uma campanha para impedir que o mesmo acontecesse em Hollywood. Foi ele quem desenterrou a história de [então] 26 anos com Samantha e que não era mais interessante para ninguém", completou.

"O assessor de imprensa dele foi a primeira pessoa a me chamar de 'estuprador de crianças'. O paradoxo é que O Pianista não ganhou o Oscar de Melhor Filme, um prêmio que é do produtor, mas eu ganhei o de melhor diretor", concluiu.

Polanski ainda respondeu sobre se considerar uma vítima. “Há anos as pessoas tentam me fazer um monstro. Eu me acostumei com a calúnia, minha pele engrossou e endureceu como uma concha", disse.

"Mas para os meus filhos, para Emmanuelle [esposa de Polanski], é assustador. É para eles que eu me expresso. Para mim, não espero mais mudar o curso das coisas", continuou. "Eles sofrem enormemente. Eles recebem insultos e ameaças nas mídias sociais...Claro que sou responsável", acrescentou.

+ Leia Mais: Diretor Roman Polanski é acusado por francesa de estuprá-la em 1975

O diretor ainda voltou a assumir o que fez com Samantha e falou sobre a repercussão da mídia até hoje. "Em 1977, cometi um erro e é minha família que paga o preço quase meio século depois. A mídia se lançou sobre mim com uma violência inédita", relatou. "Eles se apegam a cada nova acusação falsa, até a absurda e sem fundamento, porque isso lhes permite reviver esse assunto. É como uma maldição, e não posso fazer nada a respeito", concluiu.

 

 

 

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