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KT Tunstall, do sucesso Suddenly I See, admite: “Ter um hit global deixa sua vida muito mais fácil”

Em entrevista exclusiva para Exitoína, a cantora revelou detalhes dos shows no Brasil que fará em novembro e do novo álbum

Saulo Tafarelo Publicado em 31/08/2019, às 10h56 - Atualizado às 13h11

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KT Tunstall fala sobre turnê no Brasil e detalhes de novo álbum. Crédito: Divulgação/W+

Aos 44 anos, KT Tunstall  parece estar mais feliz do que nunca e anda tranquila com suas ambições de vida. A cantora e compositora nascida na Escócia é dessas artistas que não liga se teve um único sucesso na vida, caso do hit Suddenly I See, que você provavelmente já deve ter escutado uma vez em alguma trilha sonora – lembra de Anne Hathaway  andando por Nova Iorque em O Diabo Veste Prada?

Com dois shows marcados no Brasil em novembro, no dia 7 em São Paulo e no dia 10 em Curitiba, a artista conversou com a Exitoína Brasil diretamente de Cape Cod, destino de verão popular em Massachusetts, nos Estados Unidos, onde está em turnê com a “maravilhosa” banda britânica Squeeze, segundo ela mesma.

Com seis álbuns oficiais lançados – o último chamado WAX, de 2018 – KT estourou em 2004 com os sucessos Suddenly I See e Black Horse and the Cherry Tree, de seu primeiro álbum de estúdio Eyes To The Telescope. As faixas fizeram um sucesso estrondoso, que nunca mais se repetiu, e a artista não se sente frustrada ao ser conhecida por ambas as músicas. “Sou totalmente tranquila com isso, ainda amo tocar essas músicas. O sentimento que elas me trazem está todo centrado na narrativa e na composição junto de minha voz e guitarra”, enfatiza. 

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Como muitos artistas da indústria fonográfica sentem, a pressão para um novo sucesso musical é constante e não depende apenas deles. Para KT Tunstall, um single como Suddenly I See  deixa as coisas bem mais fáceis, ainda por cima no começo da carreira. “Como uma artista, você sempre quer ver sua música bem sucedida. Se você tem um hit global isso deixa sua vida muito mais fácil porque seu telefone está tocando e você é convidada para tocar em todo lugar”, revela. 

Sobre não conseguir emplacar um sucesso mundial, a cantora ainda admite: “Se seu telefone não está tocando, você tem de ir atrás e fazer acontecer. Acho que todos querem fazer sucesso com sua música, mas você é muito sortudo se isso acontecer.’’

Sortuda ou não, ela confirma ser uma cantora old school  e admite ter livre arbítrio para fazer o  que deseja. “Eu realmente faço o que eu quero, não me importo com o que está nas paradas. Eu apenas faço o que é mais excitante.”

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Os álbuns de KT revelam esse lado mais livre da artista, ao serem diferentes uns dos outros e explorarem uma variedade de gêneros musicais: “Uma coisa que provavelmente atravessa minha carreira é que, definitivamente, eu continuo tentando e explorando diferentes estilos. Não acho excitante fazer a mesma coisa de novo e de novo. Toda vez que lanço um álbum eu experimento algo novo.”

Um exemplo que ela mesma deu foi a transição de seu terceiro álbum Drastic Fantastic, mais eletrônico e com batidas dançantes, para o quarto álbum Invisible Empire, na qual ela estava passando “por um momento difícil e meio que soa como uma melofobia’’. Com muitos gêneros e narrativas exploradas em seus trabalhos, as inspirações da escocesa são frutos de histórias e de experiências. “A parte mais difícil de ser uma artista é ter algo que você queira falar e algo que você precisa falar”, diz. 

Após mais de 11 anos longe do Brasil, KT Tunstall retorna com seus sucessos e trabalhos dos álbuns anteriores para a alegria dos fãs engajados. “Eles são muito leais. Sou muito grata que os fãs brasileiros não me abandonaram e ficaram comigo esse tempo todo”, fala Tunstall de uma maneira nostálgica.

Por aqui, a artista fará um show totalmente solo, que soa mais como o show de banda inteira. “Eu uso vários gadgets, como looper [instrumento de gravação e reprodução de uma peça musical em tempo real], teclado, entre outras coisas. Basicamente montei um show que parece ser de uma banda completa”, destaca. 

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Mais de uma década sem pisar no Brasil, ela põe a culpa da demora em seus empresários do passado. “Estou tão triste por demorar tanto para voltar ao Brasil - eu estava perguntando aos meus agentes todo ano se podíamos voltar para a América do Sul e, por algum motivo, não havia apoio.”

Para a alegria de todos, inclusive dela, Tunstall mudou de agente e uma das primeiras coisas que disse a ele foi: “Olha, se você não me agendar um show, eu pegarei um avião com minha guitarra e tocarei sozinha. Não preciso de você e posso fazer isso sozinha”, brinca alegremente. “Irei com muito mais frequência”, promete então. 

Seus dois últimos álbuns lançados, KIN  (2016) e WAX (2018), fazem parte da trilogia "alma, corpo e mente'', batizada pela artista. ''Para mim, o que estou fazendo com a trilogia é documentar muitas auto-transformações, prazeres e trazer à tona uma compreensão, usando a dor de uma maneira positiva e se reinventando'', revela KT sobre o que realmente move esse arco de três álbuns. 

Para o último e terceiro álbum da ''alma, corpo e da mente'', um nome já foi escolhido. "Tenho um nome mas não vou contar para ninguém ainda'', riu a artista de 44 anos. O que ela quer com o álbum cujo nome ainda não pode ser revelado é refletir a repetição e a mecanização do cérebro.

''Todos os álbuns da trilogia têm três letras e este é todo sobre a mente, então as pessoas já podem pegar qual palavra estou me referindo ao cérebro. Eu realmente quero refletir a repetição do cérebro que é necessária para aprender, então eu realmente quero fazer um álbum muito rítmico com padrões musicais para ilustrar essa formação e o tipo de entendimento.'', apontou a cantora. 

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KT Tunstall se apresenta se apresenta nos dias 7 de novembro em São Paulo e no dia 10 de novembro em Curitiba, na qual os ingressos variam entre R$60,00 e R$230,00, vendidos no site de eventos Eventim.

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