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Cresce em 32% o número de suicídios durante a quarentena

Psicóloga Ana Gabriela Andriani explica que instabilidade econômica é um dos principais motivos para as mortes

Redação Publicado em 24/07/2020, às 12h04

Casos de suicídios cresceram em 32% durante a quarentena pela pandemia de coronavírus
Casos de suicídios cresceram em 32% durante a quarentena pela pandemia de coronavírus - Hasty Words/Pixabay

Uma pesquisa realizada e publicada pelo Pine Rest Christian Mental Health Services, um hospital psiquiátrico e de saúde comportamental, localizado em Michigan, nos Estados Unidos, revelou que o número de suicídios aumentou em 32% durante a quarentena pela pandemia de coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde revela que, anualmente, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio ao redor do mundo, com um suicídio ocorrendo a cada 40 segundos. Em 2020, no entanto, a agência estipula que o número deve ser ainda maior. A psicóloga Ana Gabriela Andriani acredita que a instabilidade causada pela pandemia possa resultar nas decisões por tirar a própria vida:

"Insegurança e o sentimento de vulnerabilidade vividos por conta da pandemia somados à instabilidade econômica aumentou o número de casos de depressão no mundo. Em alguns países, que já retomaram suas atividades econômicas, é possível encontrar milhares de  pequenos empresários que faliram. Isso acaba afetando drasticamente a saúde mental das pessoas”, declara.

Batizada de Preparing Michigan for the Behavioral Health Impact of COVID-19 (Preparando Michigan para o impacto da COVID-19 na saúde comportamental, em tradução livre), estão mais sujeitos a optarem pelo suicídio os trabalhadores essenciais e os profissionais da saúde, que são mais requeridos durante a pandemia de coronavírus:

“É uma situação complicada e, por mais que alguns países estejam tentando voltar ao normal, como o Brasil, por conta da não existência  de uma vacina, nião temos anda uma situação definida e controlada. As pessoas se sentem mais ansiosas por conta desta instabilidade e indefinição sobre o futuro e isso desperta diversos gatilhos emocionais”, ainda diz a psicóloga

No Brasil, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a partir de um estudo com 1.460 pessoas em 23 estados do país, apontou um crescimento de 90,5% em casos de depressão, além de um crescimento em casos de ansiedade, de 8,7% para 14,9%, e estresse, de 6,9% para 9,7%.

“É preciso buscar ajuda psicológica logo no início de algum transtorno, ao invés de esperar chegar a uma situação critica", recomenda. Ana Gabriela Andriani. "Porém, normalmente, o paciente, por estar fragilizado, muitas vezes não se dá conta da gravidade do que esta sentindo e isso pode requerer a atenção e ajuda dos familiares que estão ao redor".

O Brasil dispõe de um serviço gratuito de apoio emocional e prevenção ao suicídio, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que ajuda pessoas com pensamentos suicidas através do número 188, além de atendimentos por e-mail, chat e presenciais, em clínicas espalhadas por todo o Brasil.

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