Exitoína
Facebook ExitoínaTwitter ExitoínaYoutube ExitoínaInstagram ExitoínaTelegram Exitoína
News » CRIME

Mulher é agredida por policiais na rua e sofre ataque racistas: "Foi uma tortura"

"Eu fui chamada de preta, fui chamada de vagabunda por eles na delegacia", afirmou a vítima

Redação Publicado em 21/09/2020, às 14h16

Caso aconteceu no Macapá
Caso aconteceu no Macapá - Reprodução/YouTube

Um caso de agressão policial que aconteceu no Macapá, no Amapá, tem sido um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após um vídeo do flagrante parar nas redes sociais. A vítima, Eliane Espírito Santo da Silva, uma pedagoga de 39 anos, foi jogada no chão com uma rasteira antes de levar um soco no rosto.

De acordo com reportagem feita pelo GloboNews, a gravação foi realizada pelo filho da professora, que presenciou a cena junto de uma criança, que gritava pela "tia".

Ela foi detida junto do marido por resistência, desacato e desobediência. Ambos foram liberados após o pagamento de uma fiança de R$ 800 cada. Em seguida, a vítima foi até a delegacia da mulher registrar um boletim de ocorrência pela agressão.

+Leia mais: Pastor da igreja Deus é Amor agride esposa ao vivo: "Sua imbecil"

Em nota sobre o caso, a PM afirma que “a instituição não coaduna com esse tipo de comportamento, um fato isolado”. Os policiais envolvidos no flagrante foram afastados de seus cargos.

A pedagoga comentou sobre o caso em entrevista para o G1 AP. "Para mim isso foi uma tortura, mexeu muito com o meu psicológico. Eu fui chamada de preta, fui chamada de vagabunda por eles na delegacia. Eu me senti ofendida e para mim foi um preconceito muito grande, porque éramos os únicos negros ali".

Waldez Goés, o governador do estado, se manifestou sobre o ocorrido nas redes sociais e mostrou indignação com o caso. Ele disse que "a cena é recheada de atitudes racistas", e que "nossa polícia é historicamente admirada e reconhecida pelo respeito aos cidadãos".

Em entrevista ao Fantástico, Elaine deu mais detalhes sobre o crime. "Pedi pra polícia soltar um pouco a algema do meu braço, e o policial foi lá e apertou mais. Minha pressão subiu muito, tive um início de convulsão(…) Eu disse pra ele [o policial] que a gente ia conversar sobre isso na Justiça e ele disse: ‘Só podia ser preta’".

 

Exitoína agora está no Telegram! Você quer ficar por dentro de todas as novidades? Acesse https://t.me/exitoinabrasil e não perca mais nada!