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Análise: 'La Casa de Papel' acerta com destino de Berlim e ao repetir fórmula de sucesso

Com spoilers, comentamos a estreia da terceira parte da série espanhola na Netflix

Pedro Rocha Publicado em 19/07/2019, às 04h00 - Atualizado às 10h39

Cena da terceira parte da série espanhola 'La Casa de Papel'
Cena da terceira parte da série espanhola 'La Casa de Papel' - Divulgação/Netflix

Dias antes da estreia da terceira parte de La Casa de Papel, a Exitoína Brasil recebeu os três primeiros episódios desta nova temporada.

Já havíamos publicado, há alguns dias, um texto sem spoilers sobre as nossas primeiras impressões. Agora que a série já está disponível para o público, porém, podemos soltar todos os spoilers para comentar os novos episódios. 

Ou seja, se você ainda não começou a ver a terceira parte de La Casa de Papel, recomendamos esta postagem aqui. Se já está preparado para spoilers, pode seguir em frente. 

Já no primeiro episódio de seu retorno, La Casa de Papel dá ao público uma saída muito boa para o maior dilema do fim da sua segunda parte: a morte (ou não) de Berlim (Pedro Alonso). 

Claro que os fãs do personagem ficaram inconformados com sua morte e o queriam vivo. Ao mesmo tempo, seria totalmente inverossímil trazer Berlim de volta, vivinho-da-silva, após a rajada de tiros que levou. A solução encontrada foi perfeita. 

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Berlim, sim, morreu. Mas o personagem continua parte integral da série e aparece em todos os episódios. O novo plano que os ladrões colocam em prática foi bolado por ele anos antes da sua morte e apresentado ao seu irmão, Sergio (Álvaro Morte). Sim, Berlim e o Professor são irmãos. 

Para explicar o plano, Berlim aparece em flashbacks, fazendo os fãs matarem a saudade. Para compensar sua falta no grupo de ladrões durante o novo assalto, entra a figura de Palermo, engenheiro vivido pelo ator argentino Rodrigo De la Serna. Os dois possuem uma postura autoritária semelhante. 

Berlim fez o plano. Palermo pensou em como executá-lo. E, quando Rio (Miguel Herrán) é capturado pela polícia, o Professor, que sempre foi à favor da invasão apenas da Casa da Moeda, decide finalmente por a estratégia de Berlim em prática. 

É aí que vem outro acerto de La Casa de Papel: repetir a fórmula de sucesso. Para chamar a atenção do governo espanhol e conseguir a liberdade de Rio, o grupo de ladrões invade o Banco da Espanha, em busca do cofre que guarda a maior reserva de ouro do país. Pois é, depois de produzir um bilhão de euros na Casa da Moeda, o bando agora vai roubar ouro. 

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E, mais uma vez, para conseguir isso, os bandidos vão fazer um grupo de pessoas inocentes como reféns, vão brigar entre si no meio do plano e vão acabar cometendo erros. Ainda mais porque, além deles, a polícia está mais bem preparada e a nova inspetora, Alicia Sierra (Najwa Nimri​), não é boazinha como Raquel Murillo (Itziar Ituño), que agora, inclusive, é parte do bando e atende pelo nome de Lisboa. 

Ou seja, é a mesma receita de sucesso das duas primeiras partes, adaptada para um novo assalto. É mais do mesmo, mas é o que os fãs querem ver. Foi o que conquistou o público gigantesco da série em todo o mundo. 

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Principais destaques

A maior presença das mulheres: o grupo agora conta também com Lisboa e Estocolmo, nome adotado pela ex-secretária da Casa da Moeda Mónica Gaztambide (Esther Acebo), além das experientes Tóquio (Ursula Corberó) e Nairobi (Alba Flores). Estocolmo, inclusive, briga feio com Denver (Jaime Lorente) após alguns comentários machistas e as mulheres se unem - mesmo Tokio estando com um pé atrás com Lisboa. 

Ao mesmo tempo, porém, a série continua dando um destaque maior para os homens e atitudes machistas de Palermo, assim como acontecia com Berlim nas temporadas anteriores, incomodam. 

Pelo menos, ao que parece, há um certo flerte entre Palermo e Helsinki (Darko Peric), o que ajuda a melhorar a grande falta de diversidade no elenco da série. 

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E não podemos deixar de comentar uma coisa. Apesar de a mensagem social dos ladrões de ser totalmente sem sentido e forçada para fazer de criminosos os heróis anti-sistema, é genial ver o personagem Arturo (Enrique Arce) – que, ainda que seja uma vítima, é visto como um vilão da série – como um coach motivacional na sua vida pós-ataque. 

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