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Listamos tudo que faz de 'Coisa Mais Linda' uma série necessária

Nova série brasileira da Netflix usa o tempo da Bossa Nova como plano de fundo para discutir temas atuais

Redação Digital Publicado em 06/04/2019, às 13h40 - Atualizado em 03/05/2019, às 17h39

Coisa Mais Linda
Coisa Mais Linda - Divulgação/Netflix

Netflix adicionou mais uma série à lista de producoções brasileiras: Coisa Mais Linda foi lançada no dia 22 de março.

A série fala sobre a Bossa Nova, mas, principalmente, sobre os problemas sociais que perduram até hoje. O roteiro usa os anos 50 para falar sobre machismo e racismo, questões que já deveríamos ter superado mas continuam perpetuadas na sociedade brasileira até hoje.

A série msotra Maria Luiza (Maria Casadevall), Adélia (Pathy Dejesus), Lígia (Fernanda Vasconcellos) eThereza (Mel Lisboa), quatro mulheres que tentam sobreviver numa sociedade machista que não cansa em tentar destruí-las.

Confira a lista de alguns dos assuntos que foram abordados durante a série, que fazem da produção um seriado extremamente atual e necessário:

1. Como as mulheres são tratadas quando elas são vítimas

Uma das primeiras coisas que sabemos sobre as mulheres da série é que Maria Luiza é traída por seu marido, que rouba todo o seu dinheiro e foge, deixando o filho pra trás sem sequer dizer uma palavra ao garoto.

Mesmo assim, o pai de Maria Luiza e a sociedade burguesa paulistana culpam ela pelo que aconteceu. Essa culpabilização sistemática de que o que acontece com uma mulher é por culpa dela acontece até hoje, principalmente se falamos sobre agressão e estupro.

2. Mulher no mercado de trabalho

Vemos não apenas a dificuldade em Thereza ser a única mulher na redação de uma revista feminina com um chefe que cospe machismo o tempo todo, mas também como o Rio de Janeiro dos anos 50 não quer deixar uma mulher ser chefe de um negócio.

Tudo mostra como é absurdo quererm limita-las apenas por serem mulheres, de um jeito que deixa escancarada que isso não deveria ser feito hoje.

3. Violencia contra a mulher

Desde o marido que a destratava, o pai querendo que ela fique em casa, o governo não deixando que ela faça nada sem um homem respondendo por ela até as agressões físicas que escancaram a agressão contra as mulheres.

A série mostra que a opressão não está apenas no caso de Lígia, que apanha do marido, mas em cada  palavra que dirigida ao tentando diminui-las por serem mulheres.

4. Racismo e classicismo 

Adélia representa o sofrimento da mulher negra sofre em um país racista e machista. Ela tem dificuldades de arrumar emprego como empregada doméstica (porque é tudo que dão oportunidade para ela trabalhar) por ser mãe, mostando como é difícil conseguir se manter num mundo assim. 

Desde o momento que Lígia assume que ela é empregada de Maria Luiza até o momento que ela protagoniza uma das cenas mais importantes da série toda: Malu diz que estava lutando pelo direito de trabalhar após uma briga, quando Adélia responde que "'Lutando pelo meu direito de trabalhar?' Eu trabalho desde os 8 anos de idade. A minha avó nasceu em uma senzala e é difícil. Trabalhei 6, 7 dias na semana. Saia de casa às 4 horas da manhã, ficava mais de 1 hora no onibus na ida, mais de uma hora no onibus na volta. E chegava em casa a Conceição tava dormindo. Tudo isso pra colocar um prato de comida na mesa. Isso sim, pra mim é relevante. Eu sinto falta da Conceição todas as horas do meu dia. Seu filho já te pediu alguma coisa que voce nunca vai poder dar? A minha já."

A série promove também a autoreflexão sobre os privilégios do espectador com essa cena forte entre as duas.

5. Sororidade

Uma das lições e pontos mais bonitos de Coisa Mais Linda é a como as mulheres se apoiam e, juntas, elas conseguem mudar o modo como as coisas são.

Elas estão ali uma para outra e vão se ajudando mesmo com as diferenças, mesmo com o Brasil dos anos 50 (e até de 2019) dizendo que elas não podem.

Juntas, elas conseguem superar os obstáculos, abrir um negócio em uma época que as mulheres não podiam nada e até se desvenciliar de um relacionamento abusivo.

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