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5 motivos para ver As Telefonistas, série espanhola de época da Netflix

A produção já conta com quatro temporadas na plataforma de streaming

Júlia Andrade Publicado em 08/01/2020, às 13h00

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Imagem promocional de 'As Telefonistas'. Divulgação/Netflix

A Netflix já lançou quatro temporadas de As Telefonistas com um enredo que conquistou o público desde a primeira leva de episódios. Em 2019, a série atingiu o seu ápice de popularidade.

A primeira produção espanhola da plataforma é de época, ambientada na década de 1920 e marcada por discussões e abordagens de temas importantes, como o feminismo numa época de falta de liberdade para as mulheres.

Ao mesmo tempo que reproduz uma realidade da primeira metade do século XX, a série mostra como alguns aspectos da sociedade ainda permanecem atuais, focando na desigualdade de gênero.

Confira, abaixo, os motivos para começar a acompanhar As Telefonistas:

1 - Enredo

A trama se passa em Madri, na Espanha de 1928, e gira em torno de quatro diferentes mulheres da época, que cruzam seus caminhos como operadoras de uma companhia telefônica, onde é refletida a revolução na telecomunicação, e se unem para enfrentar diferentes contextos apresentados. Essa abordagem de perfis diversos retrata a busca pela independência de cada uma em um momento da História que mulheres eram bastante marginalizadas e começam a ganhar espaço na sociedade e isso torna a produção envolvente.

Alba (Blanca Suárez) vem do interior com expectativas de recomeçar sua vida e até troca de nome, passa a se chamar Libia, a fim de se livrar de seu passado; Ángeles (Maggie Civantos) vive dentro de um casamento conturbado; já Carlota (Ana Fernández) é uma filha de militar que busca lutar contra o autoritarismo imposto por ele; e Marga (Nadia de Santiago) é uma mulher que chega na cidade grande cheia de ingenuidade e começa a desenvolver o autoconhecimento.

Com oito episódios a cada temporada, a série segue a ordem de acontecimentos centrados nas personagens principais e o que acontece ao redor delas. Relacionamentos, amizades, descobertas e conflitos marcam o enredo de forma a explorar temas profundos, dentro de uma época bem longe da atualidade e, ao mesmo tempo, próxima em alguns temas.

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2 - Elenco

Como uma boa produção espanhola, o elenco da série é original da Espanha e apresenta atores que encarnam bem as personalidades dos anos 20, mas também atuam ou atuaram em outras produções de sucesso.

Entre as atrizes protagonistas, Bianca Suárez chegou a viver Norma Ledgard em A Pele que Habito, filme de Pedro Almodóvar protagonizado por Antonio Banderas em 2011.

Maggie Civantos é também protagonista de outra série da Netflix e vive Macarena Ferreiro em Vis a Vis, uma espécie de Orange Is The New Black espanhola.

Já Nadia De Santiago ficou conhecida na Espanha como a Carmen da série Las 13 Rosas e Ana Fernández ganhou notoriedade por protagonizar a comédia romântica Sólo Química, de 2015.

Já o lado masculino do elenco chama a atenção pela quantidade de galãs. Nico Romero é vive Pablo Santos, mas também pode ser visto no papel de David no filme Quem Você Levaria para uma Ilha Deserta, disponível na Netflix.

Martiño Rivas, que vive Carlos Cifuentes, e Yon González, no papel de Francisco Gómez, são outros atores que valem a pena acompanhar. Os dois protagonizam um triângulo amoroso com a personagem de Bianca Suárez. O primeiro ficou conhecido por protagonizar a série Gran Hotel como Julio Olmedo e o segundo, por ser um dos atores principais de El Internado como Marcos.

O elenco ainda conta com o jovem Samuel da famosa Elite, o ator Itzan Escamilla, que vive Francisco em As Telefonistas.

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3 - Feminismo 

Por ter mulheres como centro da trama e refletir a união entre elas, diferente da rivalidade estereotipada em muitas produções, As Telefonistas foca muito em questões feministas dentro de cada contexto específico e também no ambiente geral da época. Realidades como a transição da conquista do voto feminino, frente à ideia machista de que elas não seriam capazes de fazer escolhas como essa, são reproduzidas na tela.

O que marca a produção é a busca por independência das mulheres na sociedade e pelo espaço no mercado de trabalho, numa época que era uma luta e tanto conseguir exercer um emprego fora do lar. Além, claro, das consequências que giram em torno da decisão das protagonistas de tomar as rédeas de suas vidas. É interessante a forma como as personagens se fortalecem umas nas outras.

Ángeles luta pela sua sobrevivência ao estar presa em um relacionamento abusivo. Ela não quer largar o trabalho e é agredida pelo marido, que não aceita sua liberdade, e chega a sofrer um aborto em uma das situações de violência doméstica. Infelizmente, uma realidade que ainda cruza com tempos atuais.

Carlota foi expulsa de casa pelo pai machista e altamente rigoroso por continuar trabalhando na empresa de telefonia. Ele não queria que sua filha trabalhasse, julgando que não seria algo aceitável para uma mulher digna. Mas ela não abaixa a cabeça e se mostra uma personagem ativista pelos direitos das mulheres.

Lidia e Marga enfrentam as dificuldades de ser mulher em uma cidade grande, ao se depararem com grandes limitações e obstáculos impostos pela sociedade naquele tempo, como a lei sempre a favor do homem e a repreensão policial contra movimentos a favor das mulheres.

Criada por Ramón Campos, Gema R. Neira e Teresa Fernández-Valdés, a produção procura mostrar através de um enredo de época como a luta por igualdade de gênero é algo ainda bastante atual.

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4 - Figurino 

Com looks bem elaborados e caprichados, a produção faz jus à elegância daquela época.
Os vestidos de pedrarias e brilhantes chamam atenção, mas com alguns decotes e aberturas que indiretamente mostram como as mulheres estavam começando a se livrar de roupas mais recatadas e cheias de pano e ganhando mais identidade.

A responsável pelo figurino da série, Helena Sanchís, chegou a falar ao site português Delas sobre a personalidade no visual de cada protagonista. “Lidia é enigmática, usa cores mais indefinidas. Ángeles, aparentemente uma mulher feliz, veste mais cor, estampados”, disse. “Marga é humilde e veio de um meio rural, portanto usa tecidos mais pobres, como algodão, e Carlota, uma mulher decidida e mais moderna, tem vestidos com cortes mais estruturados”, completou.

Segundo o veículo, alguns vestidos foram alugados, outros comprados em segunda mão e as lingeries mostradas quando as telefonistas se trocam, ao tirarem seus uniformes azuis, são peças originais. “É fundamental saber como era um determinado período para poder tomar decisões. Neste caso, foi fácil encontrar soluções para a noite, mas difícil o que corresponde ao vestuário de dia”, afirmou Helena, que é também figurinista das séries espanholas Velvet e Gran Hotel.

5 - Diversidade 

Algo que chama a atenção na série é a presença de Óscar Ruiz, um personagem transexual, num enredo dos anos 1920.

Com a abordagem da identidade de gênero, a série traz o personagem que nasceu no corpo de mulher, mas se descobre um homem trans, mostrando que esse tema sempre existiu. E a produção não deixa de exibir críticas ao modo como os transsexuais eram tratados naquela época, mesmo que atualmente ainda sofram para existir.

A jovem Sara, que se revela Óscar Ruiz ao longo da trama, busca espaço e pertencimento na sociedade e se depara com fortes preconceitos ao nível do passado da vida real.

Apesar da importância de um personagem trans na trama, porém, ele é vivido por uma mulher cisgênero, a atriz Ana María Polvorosa.

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A descoberta de Óscar se desenvolve a partir da segunda temporada, quando, ao ter que se vestir de homem para um disfarce, ele revive impulsos reprimidos da infância.

A personagem revela para Carlota que chegou a usar roupas de seu irmão quando pequena, mas o pai repreendeu fortemente suas atitudes. Para poder entender sua situação, Sara busca um médico que esclareça o que está havendo, mas ele acredita na “cura” de sua condição e, ao enganá-la, tranca a moça em uma clínica e lhe submete a torturas, como ser enfiada a força em uma banheira de gelo, tratando o assunto como doença.

As protagonistas do enredo ainda aparecem para interferir e lutar pela resistência de Sara/Oscar e a personagem também protagoniza um triânugulo amoroso com Carlota e Miguel (Borja Luna), também tendo espaço para a bissexualidade na produção.

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